Gerador de Inscrição Estadual: 27 algoritmos diferentes, um por estado
A Inscrição Estadual é, de longe, o documento mais fragmentado deste site do ponto de vista de algoritmo: cada uma das 27 unidades federativas define seu próprio formato (número de dígitos varia de UF para UF) e sua própria fórmula de dígito verificador — não existe um Módulo 11 único aplicável a todas, como existe para CPF ou CNPJ. Implementar as 27 fórmulas com confiança exigiria validar cada uma contra a legislação tributária estadual específica (cada Secretaria de Fazenda publica a sua), o que está fora do escopo deste gerador.
O que este gerador realmente calcula
Para São Paulo, este gerador implementa o algoritmo
real e completo: 12 dígitos, com dois dígitos verificadores calculados
em duas passadas de Módulo 11 — a primeira sobre os 8 dígitos de base
com pesos [1, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 10], gerando o primeiro
dígito verificador (posição 9); a segunda sobre os 11 dígitos já
existentes (base + DV1 + mais 2 dígitos) com pesos
[3, 2, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2], gerando o segundo dígito
verificador (posição 12). Em ambos os casos, resto 10 é mapeado para
dígito 0 — uma regra de conversão mais simples que a do CPF (sem a
subtração 11 - resto).
Para as demais 26 UFs, o gerador produz um número de 9 dígitos no formato genérico mais comum, sem calcular um dígito verificador real — é um valor plausível para preencher um campo de formulário, não uma Inscrição Estadual que passaria na validação oficial daquele estado. Essa limitação está documentada tanto no código quanto na interface da ferramenta, exatamente para não passar a falsa impressão de que todas as 27 UFs têm o mesmo nível de rigor matemático aqui.
Por que isso importa para quem testa sistemas fiscais
Sistemas de emissão de nota fiscal e ERPs fiscais brasileiros validam a Inscrição Estadual do destinatário contra a fórmula específica da UF informada — uma malha de 27 regras diferentes que, na prática, a maioria das equipes de desenvolvimento implementa consultando bibliotecas específicas para isso (como bibliotecas de validação fiscal open-source), não escrevendo as fórmulas do zero. Testar esse tipo de sistema com um número IE de SP (o mais implementado e testado publicamente) é o caminho mais confiável quando o teste precisa de uma IE que efetivamente passe pela validação de dígito verificador — para as demais UFs, o valor gerado aqui serve para testar formato e máscara de campo, mas não substitui a fórmula real daquele estado específico.