Criptografia AES: por que essa é a única ferramenta deste site com criptografia real
Vale a distinção logo de início, em contraste direto com o ROT13 (também deste site): esta ferramenta usa AES-256-GCM, um algoritmo de criptografia real e amplamente auditado, através da Web Crypto API nativa do navegador — não uma cifra de deslocamento simples, e não uma implementação JavaScript própria do algoritmo (que seria um risco de segurança por si só; implementar AES corretamente do zero é notoriamente propenso a erros sutis). A chave usada para criptografar nunca é a senha digitada diretamente — ela é derivada da senha através de PBKDF2 com 100.000 iterações e SHA-256, uma etapa deliberadamente lenta e computacionalmente cara, cujo propósito específico é tornar ataques de força bruta contra a senha impraticavelmente lentos.
Por que sal e IV aleatórios a cada operação, mesmo com a mesma senha
Cada operação de criptografia gera um sal (16 bytes) e um IV — vetor de inicialização (12 bytes) — novos e aleatórios, mesmo se a mesma senha for reutilizada em criptografias diferentes. O sal impede que alguém pré-compute uma tabela de senhas comuns já derivadas (rainbow table) e a reutilize contra múltiplas criptografias; o IV garante que criptografar o mesmo texto duas vezes com a mesma senha produz resultados completamente diferentes — sem IV único, um padrão repetido no texto cifrado revelaria informação sobre o texto original, mesmo sem quebrar a criptografia em si. Os dois valores são armazenados junto com o texto cifrado (não são secretos por si só), porque são necessários para a descriptografia, mas sozinhos não revelam nada sobre o conteúdo original sem a senha correta.
Por que GCM, especificamente, e não outro modo de operação AES
GCM (Galois/Counter Mode) é um modo de criptografia autenticada — além de cifrar o texto, produz uma tag de autenticação que detecta se o texto cifrado foi alterado (por corrupção ou adulteração deliberada) antes de tentar descriptografar. Isso é uma proteção que modos mais simples (como CBC sem autenticação separada) não oferecem nativamente: sem essa camada, um texto cifrado corrompido poderia ser "descriptografado" para um resultado incorreto silenciosamente, em vez de falhar explicitamente com um erro de autenticação — a diferença entre uma falha visível e um dado corrompido passando despercebido.
Os limites reais desta ferramenta como cofre de senha
Tudo roda no navegador — nada é enviado a este servidor, e a senha não é recuperável se esquecida (não existe "esqueci minha senha" para criptografia simétrica real: a senha é a chave). Isso é adequado para criptografar um texto pontual antes de compartilhar por um canal não confiável. Não é um substituto para um gerenciador de senhas ou sistema de gestão de segredos real, que oferece recuperação de conta, rotação de chave e controle de acesso — esta ferramenta resolve um problema mais específico e pontual: criptografia simétrica de texto, sob demanda, sem infraestrutura adicional.