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Gerador de UUID/GUID

Gere identificadores únicos universais (UUID v4), usando a fonte de aleatoriedade segura do seu navegador.

UUID v4 (aleatório), gerado com crypto.randomUUID() — a mesma fonte segura usada por navegadores modernos, sem enviar nada ao servidor.

Documentação técnica

Gerador de UUID: 122 bits de aleatoriedade e a matemática da colisão

Um UUID v4 (a versão gerada por este site, e a mais comum em sistemas modernos) é definido pela RFC 4122: 128 bits total, dos quais 6 bits são fixos por especificação (4 bits identificam a versão, 2 bits identificam a variante), sobrando exatamente 122 bits de aleatoriedade real. É essa quantidade de entropia — não o formato com hífens em si — que torna colisão (dois UUIDs v4 gerados independentemente sendo iguais) praticamente impossível: seriam necessários cerca de 2,71 quintilhões de UUIDs gerados para atingir 50% de probabilidade de uma única colisão (o "paradoxo do aniversário" aplicado a um espaço de 2^122 valores possíveis).

Por que crypto.randomUUID() importa especificamente aqui

Este gerador usa crypto.randomUUID(), a API nativa do navegador introduzida especificamente para isso — não uma implementação manual que monta 128 bits a partir de Math.random(). Essa distinção importa porque Math.random() não é uma fonte de aleatoriedade criptograficamente segura (é determinística e previsível o suficiente para ser reconstruída em certos cenários), o que compromete a garantia matemática de baixa colisão que só se sustenta se os 122 bits forem, de fato, imprevisíveis. crypto.randomUUID() usa a mesma fonte CSPRNG do sistema operacional que protege geração de chaves criptográficas — a garantia de aleatoriedade é real, não aproximada.

Uso como chave primária: vantagem e trade-off real

UUID como chave primária de banco de dados resolve um problema real de sistemas distribuídos: gerar IDs únicos em múltiplos servidores/serviços sem coordenação central (diferente de um AUTO_INCREMENT, que exige uma única fonte de verdade sequencial). O trade-off é indexação: UUIDs v4 são aleatórios por construção, o que significa inserção em posições dispersas de um índice B-tree, gerando mais fragmentação de página do que uma chave sequencial — é por isso que existem variantes como UUID v7 (com componente de timestamp ordenável), pensadas especificamente para mitigar esse custo de indexação mantendo geração distribuída.

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